sexta-feira, 23 de julho de 2010

AUTOMEDICAÇÃO

O uso indevido de medicamentos representa uma das dez principais causas de mortalidade nos Estados Unidos.
De acordo com a OMS, cerca de 50% de todos os medicamentos usados no mundo são prescritos ou vendidos de maneira incorreta e 66% dos antibióticos são comercializados sem receita médica.
É prática comum no Brasil as pessoas armazenarem medicamentos no domicílio, constituindo-se num importante fator de indução de automedicação.
Dentre as especialidades farmacêuticas estocadas em "farmácias domiciliares", destacam-se os medicamentos de uso controlado e os antibióticos sistêmicos.
Acredita-se que quanto menor for o nível de instrução maior será o risco em relação à quantidade de medicamentos estocados e à prática de automedicação

CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA

Os Conselhos de Medicina, atuando em casos de infrações éticas, exercem,simultaneamente, a função de julgadores e disciplinadores da classe médica.
O médico não pode se negar a prestar seus serviços nos casos de urgência/emergência, na ausência de outro médico e quando sua recusa possa causar malefício à saúde do paciente,mas, fora dessas situações, ele não pode ser obrigado a atender a quem não deseje, nem agir contrariamente aos ditames de sua consciência.
É importante que se saiba que o médico pode internar e assistir seus pacientes em hospitais, públicos ou privados, com ou sem caráter filantrópico, ainda que não faça parte do seu corpo clínico, respeitadas as normas técnicas da instituição.
Mesmo em casos de doença incurável ou terminal, o médico não pode abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal, entretanto, deve oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis, sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas.
Não se permite, também, ao médico, mesmo que com autorização do paciente, fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos em meios de comunicação em geral.
Às vezes, o profissional,involuntariamente, comete uma infração ética, simplesmente, por desconhecer as normas do Código de Ética Mèdica, que deveria ser ensinado em todas as Faculdades de Medicina.

GREVE DE MÉDICOS?

De acordo com a Lei 7783/89, a assistência médica é considerada uma atividade essencial,entretanto, desde que seja garantida a prestação dos serviços indispensáveis às necessidades inadiáveis da coletividade, atendendo-se as urgências/emergências, a greve médica é admitida como instrumento reivindicatório frente às situações que atinjam a dignidade profissional no exercício da Medicina, tais como: precariedade ou inexistência de condições de trabalho, padrões aviltantes de remuneração,etc...
Desta forma, o médico, diretor ou administrador de um serviço médico ou instituição de saúde, pública ou privada, comete infração ética,não sendo solidário aos colegas, bem como tentando obstaculizar ou impedir, com atos de represália ou de retaliação,a realização do movimento grevista, pois, somente à Justiça do Trabalho cabe avaliar a legalidade da greve e ao Conselho Regional de Medicina emitir julgamento sobre os aspectos éticos do movimento.Antes dessas declarações, nenhuma medida poderá ser tomada contra aqueles que estão exercendo o seu direito de paralisação.

O MÉDICO COMO VÍTIMA

O MÉDICO COMO VÍTIMA


Atualmente, estão se tornando cada vez mais freqüentes notícias na mídia de médicos agredidos por pacientes ou familiares, em virtude da demora ou dificuldade de atendimento, sobretudo nos serviços de urgência/emergência , quer públicos quer particulares.
Entretanto, a população não pode ignorar que não cabe aos médicos a responsabilidade pela demanda excessiva de pacientes, pela falta de leitos hospitalares e de medicamentos, pela dificuldade da realização de exames,pelos desmandos e má administração dos gestores, pelas mazelas e caos de um sistema de saúde sucateado e falido, onde uma consulta pelo SUS custa em torno de míseros R$7,00!!!
Os médicos são,também, vítimas do sistema, contra o qual, em vão, estão tentando lutar...
Trabalhando em condições precárias,inadequadas e estressantes, recebendo salários vis, não é de se estranhar que, segundo pesquisas realizadas, grande parte dos médicos sofre de depressão, disfunções sexuais, alta incidência de infartos, dependência por álcool,drogas e medicamentos,etc.

CHÔRO NO BEBÊ

Qual é o significado do choro do seu bebê?

O desespero e a angústia passam a conviver com a mamãe que acaba de chegar da maternidade e descobre que chorar é o que seu pequeno mais sabe fazer. As dúvidas aparecem: o que ele tem? O que eu faço? Por que não pára de chorar?

Calma, mamãe, os primeiros dias são difíceis, você e o seu bebê estão se conhecendo. Mas a convivência fará você descobrir que o bebê chora de diferentes jeitos, que cada choro tem o seu significado e qual a maneira de satisfazer suas necessidades.

A primeira forma de comunicação do bebê com o mundo é o choro. É a forma mais poderosa e eficaz de conseguir chamar a atenção dos outros para o que está sentindo. O bebê chora não somente porque está com fome ou dor, chora para demonstrar que algo o incomoda.

Decifrar o choro do bebê é um desafio que mistura intuição, conhecimento e muita percepção da mamãe. Tranqüilidade é essencial. Se a mãe ficar desesperada com o choro, o bebê sentirá isso e ficará mais tenso.

Muitas vezes uma atitude tranqüilizadora como pegá-lo no colo ou conversar acalmará o bebê que pode simplesmente querer sentir-se protegido e amado.

Tenha em mente que cada bebê reage de um jeito. Não é porque o filho da sua amiga chora de forma estridente quando está com fome que seu filho necessariamente chorará da mesma forma.

Quando o choro começar, a mamãe deve pensar em quais são as necessidades do seu bebê. Fome, cólica, estar sujo ou molhado, roupa desconfortável, sono, cansaço, frio ou calor e excesso de estímulo normalmente são as opções mais prováveis do choro.

Se todos os aspectos físicos foram verificados, desconforto emocional como falta de atenção e insegurança podem ser os motivos.

Existem dicas para traduzir os tipos de choro. Lembre-se: as crianças não são iguais, portanto, o choro varia de um para o outro.

Fome: gemidos semelhantes a um apelo que não cessam com carinhos somente quando estiver satisfeito.

Dor: grito agudo seguido de um pequeno intervalo.

Fralda suja ou roupa desconfortável: choro fraquinho e estridente.

Cólica: choro agudo e intenso, normalmente leva a criança a esticar e encolher as perninhas, tremer o queixo e fazer cara de dor.

Frio ou calor: é um choro copioso de desconforto.

Excesso de estímulo ou irritação: é um choro meloso que ocorre ao fim de um dia movimentado.

Sono: criança agitada e com choro nervoso.

Emocional: choro geralmente é acompanhado de soluços, como se o pequeno estivesse meio "engasgado" de raiva ou brabeza.

Elimine cada opção até chegar em uma que acalme seu bebê. Se o choro persistir, o bebê pode estar com febre ou com alguma dor. Não ofereça remédios sem orientação médica. Procure o pediatra do seu filho e com ele descubra o que o pequeno tem.

Dicas

0 a 3 meses – é um período que a criança tem muitas cólicas. Para evitá-las, faça massagens na barriga do seu bebê e mexa suas perninhas (bicicleta) de duas a três vezes ao dia e não somente nos períodos e cólicas.

3 a 6 meses – continue somente com leite materno, além de satisfazer a necessidade de sucção de seu bebê, não sobrecarregará o seu rim e intestino com nutrientes pesados contidos em outros tipos de alimentos, evitando assim desconfortos.

6 a 12 meses – Criança não sabe o que é manha ou birra até os 12 meses. Por isso, se a criança chorar, atenda e verifique as causas do choro.

TESTE DA ORELHINHA

Todo bebê está submetido a apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. Com a finalidade de prevenir a deficiência auditiva ou até mesmo de remediar, no caso dos bebês que apresentam surdez congênita, foi criada a lei municipal nº. 3028, de 17 de maio de 2000.
Tal lei se refere a um programa de triagem auditiva neonatal que tem como finalidade avaliar a audição em recém nascidos. Esse programa é eficaz no sentido de prevenção e cuidados auditivos, sendo indicado por instituições do mundo inteiro, visando o diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos.
Saiba questões importantes em relação a esse teste, como:

Quando deve ser feito?

Orienta-se realizar o teste da orelhinha, nos primeiros anos de vida do bebê (3 meses), detectando perdas precoces que possam influenciar no aprendizado da linguagem. Geralmente o exame é realizado no berçário em sono natural, de preferência no 2º ou 3º dia de vida. O tempo de duração varia entre 5 e 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo. A triagem auditiva é feita inicialmente através do exame de Emissões acústicas evocadas (código 51.01.039-9 AMB).


Como marcar o teste?

Procure clínicas que possuem médicos especializados em otorrinolaringologia e procure também o fonoaudiólogo, esses irão encaminhar e realizar o teste da orelhinha, respectivamente.

Qual o método utilizado?

O método mais utilizado para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs) de acordo com o código (51.01.039-9 AMB).
Considerado bastante objetivo, este exame é indolor e de execução rápida, realizada durante o sono natural do bebê.
Utiliza-se um fone na parte externa da orelha do bebê. Demora de 5 a 10 minutos e não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê.
O exame de EOAs baseia-se na produção de certo estímulo sonoro, bem como na percepção do retorno desse estímulo (eco), o registro é feito através do computador, verificando se a cóclea (parte interna da orelha) está normal, ou seja, em funcionamento, é emitido um gráfico com o diagnóstico do exame.

Como é dado o resultado?

Após o final do exame, além do resultado, é passado para o responsável e para o médico que solicitou o exame, um protocolo de avaliação. No caso de suspeita de alguma anormalidade após a realização da triagem auditiva neonatal, o bebê será encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica completa.

Com o objetivo de ajudar a prevenir a deficiência auditiva, seguem abaixo alguns fatores que levam à surdez:

Fatores de risco para a surdez :
Bebê de 0 a 28 dias
- História familiar: ter outros casos de surdez na família;
- Infecção intra-uterina: provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose;
- Baixo peso;
- Hiperbilirubinemia: doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirrubina;
- Medicações ototóxicas;
- Síndromes neurológicas: Síndrome de Down ou de Waldemburg, entre outros.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

ALIMENTAÇÃO DO BEBÊ

O bebê deve começar a mamar logo após o nascimento,podendo estender-se este prazo até os 2 anos de idade, sendo que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os 6 meses de vida,quando serão introduzidos novos alimentos.
No princípio é comum ocorrer recusa ao novo alimento introduzido, porém, a mãe não deve desanimar, deve insistir de 8 a 10 vezes para que haja aceitação.
Durante o primeiro ano, não se deve oferecer mel na alimentação, pode provocar botulismo em decorrência da presença de esporos do Clostridium botulinum, causador da doença.
Até os 2 anos de vida, não deve haver restrição de gordura e colesterol, a não ser para aquelas crianças, entre 1 e 2 anos, predispostas à obesidade.